Porque a masturbação intelectual é tão prazerosa?

(ou Manifesto contra a massificação da cultura musical em nível comercial e seus desdobramentos nas redes sociais)

A ideia de “ser inteligente perante a família” sempre me seduziu. E, certo como a morte, sei que não sou o único. É legal tirar um sarro dos fatos cotidianos e pagar de gatão, inteligente, intelectual, marrento ou qualquer que seja a sua fantasia social, diante de seus amigos do Caralivro ou do Twitter. E eu, muito bem representado por esse post de inauguração, engrosso o quorum e faço também o meu jogo socio-virtual.

Facebook e Twitter já estão se consolidando como as mais apreciadas ferramentas pelos usuários com incontinência urinária de pensamento e não parecem que serão superadas tão cedo − mas a certeza, só o tempo trará, como pudemos ver no caso do falecido Orkut. Apesar disso, o conteúdo crescente é cada vez mais decrescente em qualidade. Em suma, fala-se muita merda nessa tal de internet e o número de “amigos” que tenho bloqueado diariamente nos meus diversos perfis das diversas redes sociais que participo tem me assustado e, obviamente, foram de grande inspiração para esse texto.

Entretanto, esse documento (e blog) não é contra as bobagens em geral que a gente fala no mundo virtual − como já anunciava o segundo título, entre parênteses. Mas sim, sobre o que se comenta sobre música e arte na internet, principalmente quando se fala de cultura pop. Pois é, sofro ao afirmar que a maioria das pessoas que emitem opinião sobre música e arte nas redes sociais usam de estereótipos malhados e sem criatividade nenhuma para… novamente Pessoa… “ser inteligente perante a família” on-line, no caso.

Atenção que em nenhum momento estou me referindo a portais, sites ou blogs de notícias, análises e opinião sobre música e arte de nenhum tipo. Muito antes pelo contrário! Esses veículos são feitos por pessoas interessadas e de pensamento interessante e valem (e muito) a pena serem lidos. Nós mesmos os lemos, admiramos e usamos como fonte de muita informação.

Enfim, também tive meus posts psicossociais, também vendi meu peixe virtual, também fiz a fita com os meus amigos. Afinal, também sou humano. Mas ao contrário da maioria, pelo menos sobre música e arte eu entendo um pouco e não falo tanta merda assim.

E é essa a função deste espaço. Desbanalizar a opinião pública e trazer informação, conteúdo, novidade, crítica e opinião para a música e da arte contemporâneas e, por que não, históricas. Não sou o dono da verdade e pretendo trazer algo de novo a vocês, apaixonados por música, e crescer, a cada dia, com os nossos diferentes pontos de vista e valores estéticos. Afinal, simplificando bastante, é disso que se trata a Arte.

E parafraseando Paulão, do Velhas Virgens, “fodam-se vocês da imprensa que não gostam de Rock’n Roll!”

Buon ascolto!

ps: De forma alguma sou contra a liberdade de expressão e manifestação do pensamento. Como jornalista de formação e escritor por hábito, isso vai totalmente contra os meus princípios. Na verdade, é exatamente o contrário, e uma maior rigidez com o pensamento fácil e estúpido tem apenas o objetivo de forçar a reflexão e o refinamento das opiniões. Então, pensa antes de escrever, porra!