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The Feminine Mystique

Março. Passou carnaval, o verão caminha pro fim e assim damos as oficiais boas-vindas à 2012. O ano passado foi um ano para ninguém botar defeito no que diz respeito à música. Grandes festivais, turnês internacionais, premiações nacionais recheadas de artistas da nova cena independente. Aqui, nós faremos um overview dos discos que mais surpreenderam no ano passado e no que devemos depositar nossa atenção em 2012.

Entretanto, como teve realmente bastante coisa em 2011, este texto será fragmentado em três edições: Cantoras, Cantores e Bandas. E como 8 de Março é Dia da Mulher, vamos começar por esses seres maravilhosos que fazem deste mundo algo muito melhor a cada dia.

CANTORAS

•  Rhaíssa Bittar |  Violà

Seu disco saiu em 2010, porém sua repercussão se deu com maior força em 2011. Técnica impecáveil, som original, autêntico e de muito bom gosto. Letra envolvente, melodia de vozes soltas que dão um toque único, uma vez que ouviu, você a reconhecerá sempre. Suas criativas e divertidas canções te apresentam um mundo lúdico, teatral, circense e colorido, mais que um disco o trabalho de estreia de Rhaíssa é um universo.

Rhaíssa Bittar | Pa Ri

 

• Karina Buhr | Longe de Onde

Mais maduro, mais rock and roll, mais forte… mais incrível. Seu disco de estreia, lançado em 2009 já havia alcançado destaque na critica e de músicos consagrados. A expectativa para o trabalho de continuidade de Karina era alta. Mas com a arte em suas veias e postura vibrante, ela enfrentou este desafio com muita vontade e apresenta um trabalho consistente, autoral. Genial da primeira à última faixa.

Karina Buhr | Não me Ame tanto

 

• Mallu (Magalhães) | Pitanga

A critica adorou o terceiro disco da artista, estando entre os principais discos do ano em quase todos as relações. A princípio não me agradou, talvez porque a maturidade tão falada e elogiada, me incomodasse um pouco. A Mallu produzida, de canto projetado, não me desperta o interesse como aquela garota sensível a arte e que fazia e cantava daquilo que corria em suas veias. Ainda prefiro a menina do que mulher Mallu cheia de poses e posturas. Mas quanto ao disco, é inegável o fato de que o trabalho ficou bonito e que ela continua sendo totalmente acima da média.

Mallu (Magalhães) | Velha e Louca

 

• Céu | Caravana Sereia Bloom

Definitivamente é uma cantora a um passo a frente da concorrência. Sua sonoridade apresentada em seu terceiro disco solo é única, é sem igual, é dela. Lançado em fevereiro de 2012, o disco tinha uma grande expectativa. Céu já é uma estrela considerada, prestigiada internacionalmente, parte de um célebre hall da música brasileira. Mas com leveza, tranqüilidade e despretensão, ela desmistificou seu terceiro álbum e fez algo na contramão. Ao gosto dela, na simplicidade e estilo que lhe aprouve. Algo sincero, cru, insipirado e com impressões originais. Isso é o que faz da Céu uma artista muito além.

Céu | Retrovisor

 

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